DROGAS
COCAÍNA E CRACK
1) A cocaína é um pó branco, químico, derivado das folhas secas da planta conhecida por coca;2) Consumida sob a forma de pó, pode ser aspirada, injetada na veia ou fumada como "crack".
3) O primeiro efeito é a sensação de falsa euforia.
4) A seguir, surgem os seguintes sintomas:
a) Depressão
b) Ansiedade
c) Agressividade
d) Desconfiança
e) Alucinações
f) Perda de controle
5) Outras conseqüências na vida do usuário ou dependente:
a) Quebra do desempenho profissional;
b) Desintegração das relações pessoais, familiares e sociais;
c) "Roubo financeiro" nas economias familiares, devido ao alto custo na aquisição da droga;
d) A cocaína, aspirada, destrói a mucosa interna do nariz, causando dores de cabeça, nariz escorrendo e hemorragias nasais;
e) Quando injetada, na companhia de usuários com AIDS, corre-se o risco da contaminação;
f) Cria-se dependência e tolerância rapidamente, e o organismo exige doses cada vez maiores tentando obter os resultados iniciais;
g) Para manter o vício, a qualquer preço, começa um processo de desintegração social, familiar, de trabalho, usando a mentira, o furto ou o roubo, podendo chegar ao extremo do homicídio (mata para conseguir dinheiro para sustentar, o alto custo do vício).
ÁLCOOL
1- O Álcool é depressivo no sistema nervoso e não estimulante como se pensa;
2- Sob a forma de cerveja, vinho, conhaque, Uisque, cachaça, etc., é a droga de maior consumo e abuso contra a saúde, no mundo moderno;
3- Pode provocar vícios desde cedo, começando por crianças e adolescentes, transformando-as em alcoolatas em potencial;
4- A maior parte dos alcoolatas começam a beber na adolescência;
5- Em demasia, o álcool, torna a pessoa repressiva pelo mal hábito, olhos injetados, dificuldade na fala, perda de controle de suas ações e abandono dos hábitos de higiene;
6- Os efeitos aumentam quanto maior for a quantidade ingerida;
- Conseqüências devidas ao excesso:
A) Afeta o juízo e a memória;
B) Doenças mentais;
C) Danos ao fígado, pâncreas, estômago, nervos e outros órgãos;
D) Causa dependência e leva ao alcoolismo;
- Outras conseqüências sociais:
A) Diminui a produtividade do trabalho;
B) Causa mal desempenho escolar;
C) Cria marginalizarão social;
D) Acidente de trânsito (motorista bêbado)
- Durante tratamento médico, o álcool altera ou anula o efeito dos remédios (ex.: o antibiótico);
- Provoca a morte por intoxicação ao deprimir o centro do cérebro que controla a respiração e os movimentos cardíacos;
- No caso da mulher grávida afeta o desenvolvimento do feto;
- O álcool é responsável por problemas de esterilidade e impotência.
Tipos de cancros
O tabagismo também causa morte por vários tipos de cancro. O seu fumo é altamente prejudicial e provoca inúmeras doenças estendendo-se muito além do cancro do pulmão. O cancro da laringe, esógafo, estômago, pâncreas, aparelho urinário também podem ser causados pelo consumo do tabaco.
Doenças pulmonares
O consumo do tabaco pode provocar outras doenças pulmonares, como a DPOC ou doença pulmonar obstrutiva crónica (enfisema pulmonar; bronquite crónica), exacerbação da asma, infecção aguda das vias respiratórias e redução significativa da função pulmonar. A maior parte destas doenças surge depois de alguns anos de consumo.
Doenças cérebro-vasculares
Podem surgir doenças como a trombose ou hemorragia cerebral.
Doenças cardiovasculares
Este hábito nocivo também conduz a doenças cardiovasculares como o enfarte agudo do miocárdio, doença vascular periférica e aneurisma da aorta.
Disfunções sexuais
Nos homens, o tabagismo favorece dificuldade de erecção, ejaculação precoce, infertilidade e diminuição do desejo sexual. Nas mulheres, estão associados o cancro do colo do útero e da bexiga, menopausa precoce, menor lubrificação vaginal, diminuição de desejo sexual e infertilidade, podendo causar também abortos ou nascimento de prematuros ou com peso abaixo do normal.
Anomalias do desenvolvimento fetal
Anomalias do desenvolvimento fetal e de manifestações pós-natais, tais como morte súbita infantil, anomalias da aprendizagem e do comportamento, baixa estatura e compromisso do aparelho respiratório da criança.Consequências estéticas
O escurecimento dos dentes, inflamação das gengivas, mau hálito e envelhecimento da pele.
Outros efeitos nocivos
O tabagismo interfere no metabolismo de alguns medicamentos, está associado à úlcera péptica, dificulta a cicatrização e facilita o aparecimento de complicações nos doentes diabéticos. O fumo do tabaco causa efeitos não apenas a longo prazo, mas também efeitos imediatos, como irritação nos olhos, congestão nasal, tosse, dores de cabeça e alergias.JOGAR (VÍCIO)
Dependência sem substâncias Estudos científicos recentes sugerem que os mecanismos cerebrais que conduzem ao jogo compulsivo são semelhantes aos dos consumidores de drogas que se tornam dependentes de uma substância. Depois de já em 2006 o XIX Encontro das Taipas, seguindo as tendências internacionais, incluir um painel intitulado ‘Dependências sem substâncias’, onde se abordaram os jogos de azar, internet e videojogos, a edição de Maio da revista ‘Science & Vie’, num amplo dossiê dedicado às drogas (incluindo álcool e tabaco), reservou um artigo para ‘O aumento dos vícios sem drogas’, destacando o jogo a dinheiro e os casinos. O artigo aborda, entre outros assuntos, questões como as ligações cerebrais e libertação de substâncias endógenas (existentes no corpo humano, neste caso no cérebro, como a dopamina e a serotonina), associadas ao prazer ou falta dele. Com recurso a imagens obtidas por ressonância magnética, a revista mostra que o prazer de “ganhar ao jogo”, neste caso a dinheiro e em casino, como na roleta ou no black jack, ilumina – no sentido em que afecta – num jogador compulsivo exactamente as mesmas zonas cerebrais que são activadas pelo consumo de uma dose de heroína ou cocaína por parte de um toxicodependente. IMPACIENTE ESPERA Mesmo quem nunca teve problemas de jogo, se alguma vez assistiu à abertura de um casino (em Portugal, por volta das 15h00), viu um espectáculo que dificilmente se esquece: jogadores com mal disfarçada impaciência à espera que se abram as portas para rapidamente correrem em direcção à máquina talismã, normalmente nas chamadas slot machines. Menos estudado e conhecido do que a toxicodependência, o jogo compulsivo afecta cerca de 1% de todos os jogadores (segundo números da Associação Portuguesa de Casinos), caracterizando-se pela repetição mecânica dos gestos e pela permanência horas a fio no interior da sala de jogo, indiferente a tudo o resto. Tal como na dependência das drogas, os jogadores compulsivos perdem o autodomínio e capacidade de controlarem quer os ganhos e perdas de dinheiro quer o uso dos tempos livres. Com a chegada da internet e dos casinos on-line, este tipo de comportamento desviante tem vindo a crescer exponencialmente, ao ponto de haver países (como França) onde já há serviços hospitalares dedicados especificamente a este tipo de patologias. As dependências, com ou sem drogas, têm um ponto em comum, segundo os cientistas: a disfunção cerebral das pessoas mais propensas ao vício e que tendem a produzir menor quantidade de dopamina, substância interna responsável pela sensação de prazer. No caso dos vícios sem drogas, a solução para a pessoa deficitária em prazer natural passa por estimular as hormonas de stress. Fica ainda outra certeza, a de que o abuso do jogo tem consequências menos gravosas para a saúde do que o abuso das drogas: não aumenta o risco de doenças infecto-contagiosas, cirrose (caso do álcool) ou cancro de pulmão (devido ao tabagismo). CASINOS PORTUGUESES BARRAM ACESSO A 250 PESSOAS Segundo a Associação Portuguesa de Casinos (APC), são cerca de 250 os jogadores proibidos de aceder a estas salas de jogo Este conjunto de pessoas abrange tanto as que foram proibidas a seu pedido, como as que acabaram por ser expulsas por violação das regras dos casinos ou por iniciativa dos seus responsáveis na sequência de “procedimentos instaurados” contra os jogadores. Quando a iniciativa parte do jogador, não tem de ser indicado o motivo pelo qual requere que lhe seja vedado o acesso, o que dificulta a triagem de dados de modo a perceber quantos são autênticos jogadores compulsivos (e incontroláveis); quantos passam por um problema mais momentâneo e esporádico e quantos têm o acesso vedado por iniciativa dos casinos. "SENTIA UM PRAZER COMO COM UM ORGASMO" (‘Pedro’, funcionário público, 34 anos, não revela a identidade mas aceitou testemunhar ao CM como durante dez anos foi jogador compulsivo e chegou a passar 12 horas num casino) - Correio da Manhã – Como se tornou jogador compulsivo? - ‘Pedro’ – Ainda hoje me é difícil falar nisso. Comigo foi um processo instantâneo. Joguei numa slot machine. Ganhei. Pensei logo que se tivesse apostado mais, mais teria ganho. - Quanto gastou? - Não é a quantia que define o vício. Durante dez anos gastei todos os ordenados que recebia e ainda mais algum de dívidas. O jogador compulsivo perde sempre. Só vivia para jogar. - Não conseguia dominar-se? - Para ter uma ideia da doença uma vez gastei o ordenado em poucas horas. Só percebi quando o multibanco do casino recusou um levantamento. - E a seguir? - Foram dois ou três dias de tormento: insónias, a pensar nas dívidas e em como pagar, e depois a sensação de não poder jogar... - Ao jogar sentia-se diferente? - Só entrar no casino dava logo uma sensação de força e poder. Desapareciam as dívidas e outras preocupações. Sentia um prazer como com o orgasmo! - ...!? - Cheguei a jogar 12 horas seguidas. Desde que o casino abria, às 15h00, até fechar, às 03h00 do dia seguinte. Só parava para ir à casa de banho. Abstraía-me de todas as outras dificuldades. - Alguma vez esteve proibido de entrar num casino ou pediu para ser barrado? - Não. Nem fui proibido nem o pedi, mas acredito que isso possa ajudar. - Não ameaçou o emprego? - Aguentei o emprego porque mesmo a deitar-me tarde conseguia levantar-me cedo. Se calhar porque não bebia. Às vezes fazia de manhã o que era suposto demorar o dia todo para estar livre e ir jogar. - Quando se deu conta do problema e pediu ajuda? - Foi a minha ex-mulher e mãe do meu filho que me encaminhou para o grupo de auto-ajuda. É estranho que o Estado, que tanto ganha com o jogo, tenha mais apoios para os toxicómanos ou alcoólicos do que para os jogadores compulsivos. - Estes grupos resultam? - Há algo de mágico nestes grupos. Comecei cheio de receios, até porque o encontro se realizava numa igreja. Quando comecei a ouvir pessoas com histórias iguais, os medos passaram e a partilha tem resultado. Damos força uns aos outros. REALIDADE NACIONAL AJUDA ANÓNIMA Sob o mesmo princípio dos 12 passos e a exemplo dos Alcoólicos Anónimos ou Narcóticos Anónimos os Jogadores Anónimos dispõem de vários grupos de entreajuda em várias zonas, entre as quais Lisboa (919 449 917) e Porto (919 916 611). OUTROS GRUPOS Na página da internet intitulada Profissionais dos Casinos, além dos Jogadores Anónimos são referidos outros grupos de auto-ajuda para jogadores compulsivos como a ERA Portugal, a Villa dos Passos (também portuguesa), além de grupos espanhóis e até norte-americanos. PORTUGAL NA MÉDIA Segundo números divulgados ao CM pela Associação Portuguesa de Casinos (APC), são cerca de 1% do total de jogadores aqueles que alguma vez sofreram problemas associados à forma de jogar. Este valor põe Portugal ao mesmo nível da França. SINAIS DE RISCO Sinais de alerta são: pôr em perigo relação, estudo ou emprego; tentar recuperar quando se perde; insistir para ganhar mais; jogar até ficar sem nada; mentir, roubar ou pedir emprestado para jogar; gastar dinheiro destinado a outro fim; vender bens para jogar ou pagar dívidas. PEDIDOS EXTREMOS Alguém que perca o autodomínio, no que ao jogo diz respeito, e fique incapaz de evitar consequências nefastas para a sua vida pessoal e familiar pode solicitar, junto da APC, a proibição de acesso aos casinos. O motivo não tem de ser explícito e a proibição é válida para todos os casinos nacionais. VIRTUAIS E ILEGAIS Além de ilegais em Portugal, os casinos on-line não permitem fiscalizar o acesso de menores (com cartões de crédito dos pais) e impossibilitam o controlo de jogadores compulsivos. Fonte: Correio da Manhã Rui Arala Chaves |




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