sábado, 21 de maio de 2011

Há tempos...

Há tempos que a vida não significa nada...
Há tempos em que nada nem ninguém está quando precisamos...
Há tempos em que só queremos falar com alguém próximo, mas não podemos...
Há tempos sentimos profundamente o que quer dizer solidão...
Há tempos que nada que existe faz sentido...

Há tempos que nos apetece sair...
Há tempos que nos apetece cantar...
Há tempos que nos apetece sorrir...
Há tempos que nos apetece gritar...

Há tempos em que nada podia estar melhor...
Há tempos em que senti-mo-nos especiais...
Há tempos em que gostamos de viver...
Há tempos que gostamos de amar...

Há tempos...
Há tempos para tudo...
Mas ultimamente não tenho tido tempos para bem estar...
Tempo...
E espaço...
As únicas coisas que eu amaria controlar...
Como individuo, não como um todo...
Enfim...
Há tempos para sonhar e há tempos para acordar...
Mas agora é tempo de divagar...
Sobre o que há nestes tempos tenebrosos...
Sobre o que se sente neste preciso momento...
Sobre a angustia e a tristeza, a solidão e o desejo...
Sobre a razão do meu ser...
Sobre a cobiça do meu querer...
E a inumanidade do meu pensar...
Coisas desinteressantes de saber...
Forma de vida patética de se viver...
Mas assim de deve manter...
Daqui até ao tempo de morrer...

Incompreensível é equivalente a desinteresse...
Desinteresse em saber, em querer, em amar...
Desinteresse...
Que com o tempo passando, o meu ser vai amargando...

Sem comentários:

Enviar um comentário